quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Ualete!

"Gentlemen, it was an honor", disseram vários generais fictícios antes de morrer (ou quase).
De certa forma, a frase cabe nesse contexto, afinal, o Legado está prestes a morrer.
Em algumas culturas, a morte é vista como uma boa coisa, então festejem! O Legado vai pra um lugar melhor brincar com outros Legadinhos e panz.
E não se preocupem, não é que eu não goste de vocês leitores-senpai ou que seja uma decisão aleatória. Pelo contrário: é muito bem pensada.
Aliás, tempo pra pensar no que fazer é o que não me faltou. O que acontece é: eu ainda continuo muito feliz escrevendo e adoro escrever as 'colunas' do Legado (~Ré Bemol~ <3), mas não tenho conseguido e não sei quando vou conseguir produzir conteúdo pro blog. Meu PC pifou e eu não sei quando vou conseguir outro, além da faculdade estar consumindo a maior parte do meu tempo livre - e isso vai continuar por 5 anos. E usar o limitado app do blogger está completamente fora de cogitação, já que não consigo anexar vídeos, o que exclui várias possibilidades num post. Pra piorar ainda mais as coisas, meu celular foi roubado (tsc), e não tem como manter isso aqui dependendo de outras pessoas.
É triste? Sim, de certa forma. Gastei muito tempo fazendo as coisas pra cá, pensando e escrevendo (além das horas pesquisando vídeos e imagens nos cantos escuros do Google). Mas não regreto nada fora não continuar com ele e não usar muitas das ideias e planos que eu fiz pro Legado.
Isso aqui sempre foi muito especial pra mim. Sabe, o primeiro blog de alguém que sempre tinha sonhado em ter um? E daqui eu levo a experiência, os amigos internéticos e tudo o mais. É por isso também que o Legado tem data certa pra morrer: 11 de janeiro de 2014, dia de um ano de Legado.
E agora é a hora em qur vocês me perguntam: "mas você vai apagar seu legado?". O nome, apesar de eu mesmo ter escolhido, sempre foi fruto de ~mixed feelings~ pra mim, porque, convenhamos, meu "legado" não é esse. Daqui a um tempo as pessoas vão esquecer (se já não esqueceram) tudo que eu escrevi, a forma como eu escrevia e até o lugar onde eu escrevia.
Mas, once again, não fiquem tristes. As mudanças só ocorrem se você abandonar o velho, e eu não pretendo parar de escrever sobre o que eu gosto.
Dito isso, obrigado a você que ajudou, leu, comentou, fez parceria etc etc. Você fez muito e, em certo momento, me deixou muito satisfeito por escrever pra cá.
Ah, se você está se perguntando o que é "ualete!", eu te explico: no pique da prova que eu tenho amanhã, escolhi "ualete" porque significa "tchau" em latim (é, latim, um dos perks de se se fazer Letras), quando você se refere a várias pessoas.
E esse é apenas o fim do meu *primeiro* legado. A construção dele termina aqui e a demolição já tem data marcada.
Vejo vocês pela interwebs.

~ Willian Machado

domingo, 15 de setembro de 2013

~Ré Bemol~ Magi - Magie et Sorcellerie


Já viram Magi? Se ainda não, deveriam. É um anime bem light-hearted com personagens super carismáticos (e com nomes que já estão na mente de meio mundo), cheio de humor e com uma soundtrack bem legal.
Composta por Shiro Nagisu, cujos trabalhos você acha em Neon Genesis Evangelion (anime original, Death and Rebirth, Rebuild of NGE) e em Bleach, ela é bem agradável aos ouvidos. Orquestrada e de alta qualidade, a OST é uma boa pedida pra quem quer algo novo e não tem ideia do que procurar (como foi meu caso antes de ouvi-la), e algumas músicas me lembraram bastante "Threat Level Omega", música de Academia 400AF em FFXIII-2.
Provavelmente essa semelhança é só loucura minha. Oh, well.
A música desse post é Magie et Sorcellerie, que eu não faço ideia de em qual episódio toca.
Well, listen up e aproveitem!

Btw, meu PC continua inutilizável, então os posts continuarão escassos. Té a próxima.



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

~Ré Bemol~ Rogue Galaxy - Dreaming My Way Home



Hey, guys, continuo sem meu PC, ou seja, continuo sem poder fazer muita coisa no blog. Espero que entendam e aproveitem as inúmeras ~Ré Bemol~ que deverão vir no futuro próximo (até que ele seja consertado). Se não entenderem, que toda ira de Kratos recaia sobre vocês.

Bom, como eu acho que já falei inúmeras vezes por aqui, Rogue Galaxy foi o primeiro RPG que eu joguei pra valer, mas acabou que eu não o terminei antes do meu PS2 morrer (T.T).
De acordo com o que eu sei, esse é o tema do final do game, que, se Deus quiser e a Level-5 ajudar, vai ser posto na PSN em breve ou receber uma sequência.
A música foi uma colaboração entre o compositor do game, Tomohito Nishiura, e a cantora da música, Barbara Kessler.
Aproveitem.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Post-Credits - Malicious


Primeiro eu gostaria de me desculpar pela minha ausência. Meu PC quebrou e eu tenho dependido de computadores alheios (que não posso usar sempre que quiser, obviamente), e o app do Blogger pra Android não é muito user-friendly, digamos assim.
Segundo, assinei a PS Plus, então bem provavelmente escreverei mais sobre games.
E vamos ao review. Malicious é um jogo de ação pra PS3, da produtora Alvion, vendido por 10 dólares na PSN US. Aparentemente, ele era exclusivo da PSN nipônica antes de vir pro Ocidente, com *apenas* dois anos de atraso.
Nele você controla um personagem chamado Spirit Vessel, uma criatura chamada pelos Great Prophets pra salvar o mundo do Malicious - um monstro qause imbatível que quer destruir o mundo e talz - e de gente que quebrou um pacto com eles, mantendo poderes especiais - os Oath Breakers. O problema é: o Spirit Vessel não é humano, e tem um tempo limite de permanência em forma física - 30 minutos. Além disso, o Vessel (Valeria se for um homem, ou Erica se for mulher) tem o Mantle of Cinders, um manto mágico enrolado a seu pescoço que toma várias formas especiais.
O jogo não tem fases, apenas arenas. 6 ao todo, as 5 primeiras sendo os Oath Breakers, que aumentam os poderes do manto, e a última sendo a do Malicious; todas com vários inimigos menores que só servem pra te dar Aura - a energia que serve pra tudo.
O primeiro impacto negativo que eu vi foi ter que ler a história. Repito: *ler*. Quatro capítulos, que devem ter umas 15 a 20 páginas ao todo, tudo pra ser introduzido àqueles que você tem que derrotar. Ora, isso é muito retrógrado e, sinceramente, parece não pertencer a um jogo. Só gosto de ler o lore de jogos quando ele é consideravelmente longo e super interessante, principalmente em jogos como RPGs. Obviamente, não em jogos super curtos (zerei, depois de enrolar muito, em 3 horas). Aliás, as instruções também devem ser lidas, porque não há um tutorial.
Segundo, o jogo é como Megaman, mas não há nenhuma indicação do que se ganha. Se em Megaman existe uma fase com um chefe chamado "Fireman", você sabe instintivamente que vai ganhar um poder de fogo ao derrotá-lo e que isso vai derrotar o "Iceman" mais facilmente. Em Malicious, não existe nada assim. Não há uma indicação do chefe que você vai enfrentar em cada arena, e nem do poder que você vai ganhar. Derrotei um navio consciente e armado até os dentes e recebi um escudo impenetrável (?). Não tem muita lógica, certo? E certos poderes, como as asas (que é difícil de ativar, btw), são extremamente inúteis. Outros movimentos, como a esquiva, parecem não funcionar.


Terceiro, morri muito por causa de uma simples coisa: não existe medidor de vida e a única dica de que você tá morrendo é uma tela rachada nas bordas durante alguns segundos e a falta de seus membros. Primeiro, se perde um braço (que fica coberto pela lança e não dá pra ver que falta se você não mudar de arma); depois, uma perna; a outra e, finalmente, surge um rasgo na barriga do Spirit Vessel - prelúdio de que mais danos te matarão. Só que temos um problema: é virtualmente impossível ver esse rasgo, já que a câmera fica nas costas do personagem a maior parte do tempo.
A câmera, aliás, é um sério problema. Principalmente se você travar a mira em algum inimigo. Perdi as contas de quando travei a mira em um inimigo voador e minha câmera foi à loucura, rodopiando sem fim contra minha vontade. A trava foca no inimigo mais próximo, e não no que está a sua frente - o que também causa uma loucura com a câmera. 
Além desses problemas, o game também sofre de ocasionais quedas de framerate.
E temos Aura, a energia que serve pra reparar as partes quebradas, aumentar seus poderes exponencialmente e que é ganhada matando os inimigos normalmente (o que te dá relativamente pouca Aura) ou usando a própria energia pra fortalecer seus ataques e criar "chains", cadeias de inimigos mortos ao mesmo tempo que multiplicam a Aura ganha. Mas Aura é gasta o tempo todo (pra ganhar mais Aura, pra matar o chefe e pra se reparar), o que não melhora muita coisa. Cheguei a juntar 9999 Aura - o máximo - numa arena. Alguns minutos depois, o chefe estava com bem menos vida, mas mais forte, e eu quase totalmente quebrado e sem Aura.
O game tem uma dificuldade incrível, não porque os inimigos "quebram" suas partes muitas vezes, mas porquê são muitos atacantes de todos os lados. Isso, aliado aos 3 continues contados, aumenta muito a dificuldade de certos chefes. Ficava pulando de um lado pro outro tentando esquivar de tudo, mas mesmo assim era difícil. A última arena é especialmente difícil, pois temos um chefe que é invencível de início, vários círculos mágicos que devem ser ativados e várias orbes que devem ser destruídas antes que seu ponto fraco se mostre, diversos inimigos voadores que usam projéteis como arma e vários inimigos - fracos, mas muitos e chatos - que tiram teu foco do chefe em si e abrem espaço pros ataques super-poderosos dele. A título de curiosidade, faltavam menos de 30 segundos quando eu finalmente consegui derrotá-lo, sem todas as partes do braços e pernas. É.
Falando em quebrar partes, existe apenas um upgrade das partes. Ganhei na primeira arena que eu venci (a do escudo), o que não me deixou saber se é uma coisa que se ganha do chefe ou ao ganhar essa primeira batalha. Acho que poderiam ter mais; principalmente porque a aparência do protagonista muda, dando a ele(a) mais imponência.
Os gráficos são medianos, mas os efeitos são bem legais e as cores são bem vibrantes. O chefe de melhor aparência, pra mim, foi a Mad Queen. Infelizmente, eu ainda não sei como a derrotei, já que ela invocava uma barreira impenetrável cada vez que eu a atacava diretamente, mas...


Os sons quase não se destacam, mas, pelo que eu consegui ouvir, eles são repetidos e bem simples. Me lembraram um pouco algumas faixas da OST de Rogue Galaxy. Destaque pra música suave que toca no hub do jogo.
Por último, depois das 5 arenas iniciais, é destravado o Free Play Mode. Um modo em que se pode jogar em todas as arenas de novo, sem começar um novo Story Mode. Aparentemente, há um Time Attack e um Score Attack também, mas eu não os destravei. Simplesmente, depois da frustrante batalha final - pela qual eu passei em muita dificuldade - a vontade de jogar Malicious de novo some.
Também há um port melhorado pra Vita - Malicious Rebirth - que não parece ter data de lançamento ainda.
Malicious é mediano em praticamente tudo, menos nas ideias. Ideias sólidas e que podiam ter tido mais polimento e um melhor game design. Frustrante em muitos pontos, muito menos divertido do que deveria ser e uma bagunça do ponto de vista do design, Malicious tem muito potencial que, infelizmente, não foi aproveitado. Nota 6 seria o máximo que eu daria.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Manga Time! ~Koe no Katachi~


Koe no Katachi (Forma da Voz, em português) é surpreendentemente sério. Esse one-shot ganhou o 80th Weekly Shounen Magazine Newbie Best Mangaka Award quando foi publicado e passou por um longo processo judicial pra ser publicado numa revista - a Bessatsu Shonen Magazine, na edição de fevereiro - por causa de suas fortes críticas sociais. Depois ele foi publicado mais uma vez, na 12ª edição de 2013 da Weekly Shonen Magazine, e sua mangaká é a novata Yoshitaka Ooima.

Contando a história de uma menina surda que entra numa nova escola. A relação dela com seu professor e colegas é boa, até que eles se enchem de a tratar diferente por causa da sua surdez e começam a praticar bullying. Todos os problemas nos relacionamentos, da perspectiva do menino que vem a ser o principal de seus bullies.
O one-shot não usa quase nenhum recurso pra amenizar suas críticas e mostra tudo bem diretamente, o que torna a experiência bem forte, a começar pela 1ª página. Nenhum humor, nenhum romance, nada. As palavras e desenhos que retratam essa realidade do bullying são crus e, por isso, tão fortes. Reparem também na nota no canto da página ao lado.

Pra você que não percebeu ainda, o mangá vai além da crítica ao bullying. Ele critica o sistema educacional do Japão (e provavelmente de todo o mundo), onde professores riem junto com ou ignoram os bullies e seus atos e diretores acobertam coisas grotescas assim. Ele critica toda a humanidade e a facilidade das pessoas em abandonar a persona boazinha para atacar os mais fracos e com menos chance de defesa(no Japão, os estrangeiros, deficientes e outros), em busca de uma "superioridade" que não existe. Ele critica as pessoas que covardemente tiram a culpa de si mesmos e jogam em outra pessoa, e depois tentam se livrar do remorso. Ele critica o talvez interminável ciclo do bullying escolar e da falta de aceitação das diferenças.
Ele faz brotar em você sentimentos mistos e variados, desde nojo e culpa à pena e tristeza - esses últimos pelas várias e vários Nishimiyas que existem pelo mundo e que passam pela mesma experiência. E ele com certeza te faz chorar e se emocionar ao final, sendo as últimas páginas a única coisa que "ameniza" a leitura.
Koe no Katachi não tem a melhor arte (apesar dela ser muito bela) e talvez não caísse no gosto do grande público. Entretanto, ele te faz pensar e refletir sobre bullying e a inclusão de pessoas deficientes na sociedade e acaba mostrando, por meio disso, que a arte não serve só para entretenimento.
E ele vai falar bem mais a quem, como eu, já passou por algo parecido. Na minha 6ª série eu tive um colega autista. Eu lembro que não foi fácil vê-lo como "normal", ou saber como lidar com ele. Mas, depois de um trabalho em grupo com ele e algum tempo de convivência, passou a ser bem fácil, apesar de eu continuar a ver que tinha gente que só queria ajudá-lo e gente que só queria se aproveitar das habilidades extraordinárias dele em matemática. Por experiência própria, eu sei que crianças e pré-adolescentes, principalmente, têm problemas em aceitar as diferenças, mas que isso é um problema que atinge todo mundo, em qualquer idade. 
E isso tem que ser discutido.

Mas uma boa notícia é que o one-shot alcançou tanta visibilidade que vai virar uma série de mangá publicada pela editora Kodansha. Acredito que, se a mangaká não retirar do mangá o que fez o one-shot ser tão bom (as críticas fortes e diretas sobre temas polêmicos) pra dar lugar ao romance que provavelmente surge após a conclusão, Koe no Katachi vai fazer sucesso. E eu o lerei com muito prazer.
Você pode ler Koe no Katachi (o one-shot) em inglês, no MangaPark, ou em português, no MangaHost, mas faça um favor a si mesmo e o leia, e deixe a voz da autora e das várias Nishimiyas ser ouvida.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

~Ré Bemol~ Kingdom Hearts - Dearly Beloved


Dearly Beloved é linda. Composta pela Yoko Shimomura (a mesma de FFXV) para Kingdom Hearts, a música causa eargasms (sim, esse termo existe mesmo) e coloca bebês pra dormir (fato verídico, testado por mim). Existem diversas versões, e acho eu que uma pra cada jogo dessa série que eu não joguei ainda (Ç.Ç).
A original - do primeiro game da série - é considerada o tema principal dos games e é tocada toda no piano.
A versão do segundo jogo, que é bem parecida com a original, mas com leves mudanças deixou de ter somente o piano pra ser totalmente orquestral; ainda que o piano seja o instrumento dominante.
Mas a que eu queria compartilhar com vocês é a do Kingdom Hearts 358/2 Days, que eu ouvi pela primeira vez ao preparar esse post e acabou se tornando minha versão favorita da música. Apreciem o som da flauta, do piano e dos violinos.


E temos ainda outras versões. Tem uma da Filarmônica de Tóquio, do álbum de game music Symphonic Fantasies (que tem músicas de Kingdom Hearts, Final Fantasy, Secret of Mana e da franquia Chrono); e essa versão de Dearly Beloved e Hikari, ao vivo, de 2012, da Video Game Orchestra em Boston. Um super destaque para a beleza dos arcos quase sincronizados tocando os violinos e cellos.


Esperemos que a Shimomura consiga superar todas as versões anteriores com a do Kingdom Hearts 3!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Anime Time! ~Devil Survivor 2 The Animation~


Apesar de ter criticado demais seu primeiro episódio e de suas inúmeras falhas, me peguei gostando bastante de DeSu2.
Não é um ótimo anime ou tem a história mais original (apenas 13 episódios, baseados num RPG de DS), mas tem aquele feel "Sessão da Tarde".
Na trama, Hibiki e seus amigos instalam um aplicativo chamado Nicaea no celular, que envia vídeos curtos da morte iminente de seus amigos. Ao morrerem num acidente de trem, eles veem a interface de Nicaea e escolhem viver. Ao 'ressucitarem', descobrem que tá tudo em ruínas, o mundo vai acabar em 13 dias e seres de outro mundo/dimensão chamados Septentriones estão atacando o Japão, a mando de Polaris - que vai resetar o mundo e recriar o mundo de acordo com o desejo do humano que conseguir chegar até ele. Além de tudo, eles agora tem a habilidade de chamar demônios - seres mitológicos vindos de toda parte do mundo - através do Nicaea e se juntam a JP's, uma organização governamental que lida com o sobrenatural, para evitar o fim.
Os personagens são bem escritos, mas sempre falta alguma coisa. Adolescentes que não ligam pra suas famílias, gente que não tem dúvidas ou medos... Algo fere a lógica da realidade e, pra um anime que é baseado quase todo em conflitos humanos e que nós, espectadores, podemos nos relacionar, isso é ruim. Ainda assim, as relações entre eles é muito interessante de se ver. A amizade inabalável de Hibiki e Daichi, a preocupação de Nitta com Hinako e muitas outras coisinhas que adicionam valor a história.
Mais uma reclamação é que, por causa do elenco gigante e da personalidade deles, alguns personagens não têm o foco que deveriam ter, a exemplo do Keita e do Jungo. Do primeiro, só sabemos que ele é bem raivoso e altruísta; e do segundo, que ele trabalhava num restaurante e protege a Airi o tempo todo.

Hibiki Kuze e seu Byakko. Ele também consegue Suzaku no anime, mas cadê Genbu e Seiryu?

*****SPOILERS AHEAD*****

Um dos melhores personagens é o Alcor, o Septentrione que não ataca a humanidade e procura aquele que vai salvar o mundo. Por causa da sua aparência humana e falta de conhecimento de como agir como um, vários momentos engraçados são criados, contrastando com sua alcunha de "Anguished One" e sua história ligeiramente triste.
Outro ponto: muitas mortes são meio forçadas. Apesar de dar pra entender o porquê de tudo, parece uma tentativa de forçar algumas emoções e lágrimas e reduzir o elenco para o grande final.
Por falar em grande final, aquilo foi aceitável. Foi bem interessante ver o outro caminho que tudo poderia ter tomado e ver a relação de Yamato e Hibiki ter uma conclusão digna, mas o resto foi ruim. Digo, não ocorreu um embate digno entre os dois (houve apenas os dois demônios mais poderosos se anulando) e quando "surgiu" a fusão do nada foi a pior parte. Nenhum personagem tinha usado a fusão antes e/ou mandado algum demônio para uma amigo, o que tornou o que devia ser o clímax do anime sofrível, mas bem legal de se ver.

*****END OF SPOILERS*****

Hinako (esquerda) e Nitta (direita)

O character design foi muito bem feito, mas é cheio de um ecchi inerente. Não espere encontrar nada explicíto ou sensual nesse anime, mas prepare-se pra ver várias personagens com seus seios em ângulos estranhos e irreais (vide os da Nitta, que quase apontam pra cima) e roupas que deveriam sair do lugar mas continuam paradas (Hinako).
A abertura e encerramento são bem legais e retirar *certos* personagens das animações foi um bom toque extra, mas que deixa um gosto amargo.
Ah, e, se for procurar esse anime em sites de imagens, prepare-se pra ver muito yaoi. Tem gente shippando tudo quanto é personagem masculino no anime, e várias fanarts assim.
DeSu2 é um bom anime, se você não tiver nada melhor pra ver. Assim como Guilty Crown, ele tem várias falhas que acabam atrapalhando a experiência, mas ainda assim a jornada do Anguished One e de seus Sparkling Ones é boa o bastante pra ser vista. Recomendo com ressalvas.